Press ESC to close

Sam Altman prevê que ChatGPT terá mais conversas diárias do que todos os humanos juntos

O executivo-chefe da OpenAI, Sam Altman, fez uma previsão que sintetiza a dimensão da revolução em curso na comunicação entre humanos e máquinas. Durante um jantar com jornalistas em São Francisco, ele afirmou que o ChatGPT poderá, em breve, conduzir mais conversas diárias do que todos os humanos juntos — um marco que simboliza a escala sem precedentes da adoção global da inteligência artificial.

“Se projetarmos nosso crescimento, em pouco tempo bilhões de pessoas conversarão com o ChatGPT todos os dias”, afirmou Altman, em declaração reproduzida pela revista Wired. “Haverá um ponto em que o ChatGPT estará envolvido em mais conversas do que todas as palavras humanas combinadas.”

A fala de Altman ocorre no momento em que a OpenAI acaba de lançar seu modelo GPT-5, apresentado como um salto em desempenho e raciocínio. O lançamento, porém, dividiu opiniões: parte dos usuários considerou o novo sistema mais “frio” e impessoal que o GPT-4o, levando a empresa a restaurar temporariamente o acesso à versão anterior após uma onda de críticas.

Leia também: IA vai provocar disrupção no mercado de trabalho em até 5 anos, prevê CEO da Anthropic

O CEO reconheceu que a equipe “subestimou o impacto emocional da mudança no tom” e prometeu ampliar as opções de personalização. Segundo ele, o futuro da plataforma passa por uma experiência altamente individualizada, em que assistentes de IA se adaptarão ao estilo, ao humor e às preferências de cada pessoa. “Teremos que oferecer produtos diferentes para acomodar a enorme diversidade de usos e de pessoas”, observou.

Segundo a Wired, desde sua estreia em 2022, o ChatGPT tornou-se o aplicativo de crescimento mais rápido da história, redefinindo o modo como indivíduos e empresas produzem conteúdo, resolvem problemas e interagem com tecnologia. Seu impacto abrange desde o atendimento ao cliente até a educação e o desenvolvimento de software, reforçando o protagonismo da IA na economia digital.

Altman, no entanto, reconhece o clima de euforia e especulação em torno do setor. Comparou o atual momento ao boom da internet dos anos 1990, quando a combinação de entusiasmo e risco impulsionou avanços que mudaram o mundo. “Com certeza há uma bolha”, admitiu. “Mas as bolhas geralmente se formam em torno de um núcleo de verdade. Quando pessoas inteligentes se empolgam demais com algo que é real, surgem as grandes transformações.”

Para além do ChatGPT

Além da expansão do ChatGPT, a OpenAI mira um objetivo mais ambicioso: alcançar a inteligência artificial geral (AGI), máquinas com capacidade de pensar e aprender como seres humanos. Para isso, a empresa planeja investir trilhões de dólares em data centers nos próximos anos, fortalecendo a infraestrutura necessária para sustentar modelos cada vez mais complexos.

Com humor, Altman antecipou as críticas que esse plano pode gerar. “Os economistas vão dizer que é loucura, que é irresponsável. E nós vamos responder: ‘Deixem a gente trabalhar’”, brincou.

A OpenAI, avaliada hoje em cerca de US$ 300 bilhões, já levantou US$ 40 bilhões em capital e deve alcançar US$ 500 bilhões em valor de mercado com uma próxima rodada de venda de ações. O crescimento vertiginoso reflete tanto a expectativa de investidores quanto o impacto cultural da IA generativa, que se tornou parte do cotidiano global em menos de três anos.

Altman encerrou sua fala com um olhar pragmático sobre o futuro. “Alguém vai perder uma quantia fenomenal de dinheiro, não sabemos quem. E muita gente vai ganhar uma quantia fenomenal de dinheiro. Mas acredito que, no balanço geral, isso será um grande ganho para a economia.”

Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!

Materia original link