
O movimento que busca aumentar a regulamentação da inteligência artificial em vários países do mundo está fazendo com que o mercado de soluções de governança de IA tenha um salto. Segundo o Gartner, 75% das economias mundiais terão algum tipo de regulamentação, o que impulsionará os gastos de conformidade para US$ 1 bilhão ao ano até 2030.
Trata-se de uma “necessidade crítica”, diz a consultoria, e por isso os gastos com governança de dados de IA devem saltar de US$ 492 milhões em 2026 para US$ 1 bilhão até 2030, conforme as organizações adotam estratégias para anteciparem riscos regulatórios e operacionais. O tema será discutido no fim de abril em São Paulo, capital, quando o próprio Gartner promoverá a Conferência Gartner Data & Analytics entre 28 e 29 de abril.
“As ferramentas tradicionais de GRC simplesmente não estão equipadas para lidar com os riscos exclusivos da IA, desde a automação de decisões em tempo real até a ameaça de vieses e uso indevido da tecnologia. Essa lacuna está incentivando a crescente demanda por plataformas especializadas (…), que fornecem supervisão centralizada, gerenciamento de riscos e conformidade contínua em todos os ativos de IA, inclusive sistemas incorporados e de terceiros”, explica em comunicado Lauren Kornutick, diretora analista do Gartner.
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Até 2028, segundo o Gartner, grandes empresas implementarão uma média de dez soluções tecnológicas de governança, gestão de riscos e conformidade (GRC) contra oito em 2025. As que adotam essas plataformas têm, segundo Lauren, 3,4 vezes mais chances de alcançar alta eficácia na governança de IA do que aquelas que não o fizeram.
Riscos e benefícios
Segundo a executiva, equilibrar riscos e benefícios de uma plataforma de governança de IA requer “uma abordagem estratégica e flexível”. Isso significa avaliar não só os benefícios com clareza, como também o valor agregado ao negócio, e os riscos à reputação da empresa relativos ao uso de IA.
Laren diz que as organizações devem “reavaliar os processos atuais de governança e conformidade, identificar lacunas e envolver equipes de garantia para esclarecer funções e responsabilidades”. Isso significa “mapear os recursos necessários para suas necessidades específicas, considerando tanto as prioridades imediatas quanto os objetivos de longo prazo”.
Ela salienta que a interoperabilidade também é fundamental, e que a plataforma escolhida deve se integrar aos stacks de tecnologia existentes para “fornecer supervisão escalável e de ponta a ponta”. A executiva também aponta preocupações com soberania digital.
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