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Google demite mais de cem profissionais de design na divisão de nuvem

O Google realizou uma nova rodada de demissões em sua unidade de nuvem, dispensando mais de cem profissionais ligados a áreas de design e experiência do usuário, segundo reportagem da CNBC. Os cortes afetaram times de pesquisa quantitativa de experiência do usuário e de plataformas e serviços, além de equipes relacionadas, conforme documentos internos consultados pela publicação.

Essas funções tinham como foco analisar dados, aplicar pesquisas e desenvolver ferramentas para compreender e implementar comportamentos de usuários no design de produtos. A movimentação reduziu pela metade alguns dos grupos de design da divisão, sobretudo em funções baseadas nos Estados Unidos. Parte dos funcionários terá até o início de dezembro para buscar novas posições dentro da empresa.

A companhia não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário. O Business Insider havia antecipado a eliminação de alguns cargos de nuvem antes da confirmação.

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IA no centro das prioridades

As demissões se inserem no esforço do Google de direcionar recursos para infraestrutura de inteligência artificial (IA), área que se tornou a principal prioridade de investimento da gigante. Desde o início do ano, a empresa já ofereceu pacotes de saída voluntária em várias unidades nos EUA e reduziu mais de um terço dos gestores responsáveis por pequenas equipes.

A pressão por eficiência também partiu da liderança. Em agosto, o CEO, Sundar Pichai, destacou em comunicado interno que o Google precisaria ser “mais eficiente à medida que escala” e que não poderia resolver todos os desafios apenas aumentando o quadro de funcionários.

Além das mudanças estruturais, a companhia vem incentivando seus colaboradores a adotar IA em suas rotinas de trabalho, reforçando a transformação cultural dentro da organização.

Redução mais ampla

O movimento não é isolado no setor de tecnologia. Em julho, a Microsoft cortou 9 mil postos de trabalho em diferentes funções e localidades. A Meta também promoveu desligamentos recentes.

No caso do Google, os cortes se espalharam por várias frentes além da nuvem. Unidades de recursos humanos, hardware, busca, publicidade, marketing, finanças e comércio já foram impactadas por programas de redução de pessoal.

Segundo a reportagem, com os ajustes, a empresa busca equilibrar custos e manter competitividade em um momento em que a corrida global por inteligência artificial redefine prioridades de investimento e reorganiza o cenário das big techs.

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