
O Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, anunciou essa semana a criação dos chamados Centros Colaborativos de Inovação (CCIs). As estruturas são voltadas à colaboração “de longo prazo” da instituição com a indústria para o desenvolvimento de tecnologias em saúde, além de validação clínica e a preparação de soluções para lançamento em larga escala.
Segundo o Einstein, a iniciativa consolida e amplia uma estratégia de codesenvolvimento de soluções tecnológicas que busca conectar capacidade clínica e científica e ambientes assistenciais às agendas de pesquisa e desenvolvimento das indústrias. Já fazem parte dessa iniciativa organizações internacionais como a Cleveland Clinic e a Mayo Clinic, dos Estados Unidos, e o Sheba Medical Center, de Israel.
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A instituição de saúde ressalta que o Brasil ainda é um grande importador de tecnologias em saúde e investe menos que a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – 1,2% do PIB por aqui versus 2,7% entre países da OCDE. O Einstein então diz que busca “fomentar a participação do país” no desenvolvimento tecnológico em saúde no mundo.
“Os Centros representam uma evolução na forma como pensamos a inovação em saúde no Brasil. Nosso objetivo é criar um ambiente capaz de transformar conhecimento clínico e científico em tecnologias que são testadas e validadas em condições reais de cuidado para lançamento e escalabilidade”, afirma em comunicado Sidney Klajner, presidente do Einstein.
Até o fim de 2026, a expectativa é que seis empresas multinacionais estejam com CCIs em desenvolvimento nas áreas de equipamentos médicos, digital e indústria farmacêutica. A meta é formar estruturas também com empresas nacionais.
Funcionamento
Segundo o hospital, o modelo inclui o mapeamento de necessidades clínicas não atendidas e oportunidades de criação de produtos. Os times das empresas avaliam o potencial e define frentes prioritárias para o desenvolvimento conjunto de soluções. Os projetos consideram escalabilidade, realidades regulatórias e assistenciais, aplicabilidade em sistemas de saúde públicos e privados, sustentabilidade econômica e impacto clínico em larga escala.
O aporte anual mínimo para o desenvolvimento dessas inovações é de cerca de R$ 3 milhões anuais por no mínimo cinco anos. Cada centro deve ter entre 10 e 20 profissionais dedicados, entre equipes técnicas, clínicas e de P&D.
A novidade se combina com um novo prédio de inovação do Einstein no Morumbi, em São Paulo, previsto para inauguração no segundo semestre de 2026. A expectativa é integrar os CCIs ao ecossistema de inovação da organização, incluindo startups, pesquisadores e desenvolvedores.
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