
O Brasil concluiu oficialmente o desligamento da TV analógica. O anúncio foi feito esta semana pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), vinculada ao Ministério das Comunicações. O feito encerra um ciclo que levou TV digital para milhões de brasileiros e liberou a faixa de 700 MHz para a expansão da internet móvel 4G.
O processo foi coordenado pelo Grupo de Implementação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired) e teve sua conclusão efetiva em dezembro de 2025. Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a conclusão do processo representa um marco na modernização das comunicações no país.
“O desligamento da TV analógica marca um avanço importante para o Brasil. Além de levar mais qualidade de imagem e som para milhões de brasileiros com a TV digital, essa transição também permitiu liberar espectro para ampliar a cobertura da internet móvel 4G, fortalecendo a conectividade e a inclusão digital em todo o país”, destacou o ministro.
Ao longo do processo, mais de 14 mil canais analógicos foram desligados, 20 mil canais digitais passaram a integrar o plano básico de radiodifusão e mais de 14 milhões de kits de TV digital foram distribuídos para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), de acordo com o presidente do Gired, Octavio Penna Pieranti.
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Mais conectividade e expansão do 4G
Além de modernizar a radiodifusão brasileira, o desligamento da TV analógica permite agora, a liberação da faixa de 700 MHz, considerada estratégica para ampliar a cobertura da internet móvel 4G, especialmente em regiões com menor infraestrutura de telecomunicações.
Segundo Pieranti, o saldo remanescente do processo de digitalização, cerca de R$ 500 milhões, está sendo direcionado para novos projetos nas áreas de telecomunicações e radiodifusão. A reorganização do espectro também possibilitou investimentos em novas redes e na ampliação do acesso à internet móvel em diversas regiões do país.
Na área de telecomunicações, os recursos financiaram leilões reversos para implantação de estações 4G em distritos que ainda não contavam com cobertura móvel. Já no setor de radiodifusão, parte dos investimentos será destinada a iniciativas estratégicas, como: TV 3.0, nova geração da televisão aberta; Digitaliza Brasil, programa de expansão da TV digital; e Brasil Digital, voltado ao fortalecimento da infraestrutura de comunicação.
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