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Ataque cibernético paralisa pedidos e produção da Stryker

Um ataque cibernético contra a fabricante de dispositivos médicos Stryker provocou interrupções relevantes nas operações da companhia, afetando processos críticos como registro de pedidos, produção e envio de produtos a clientes em diversos mercados.

A empresa informou que o incidente atingiu seus sistemas computacionais globais e começou a impactar diretamente o funcionamento da operação apenas um dia após a invasão ser identificada. A falha comprometeu parte da infraestrutura digital utilizada pela companhia, dificultando o processamento de ordens e a continuidade da fabricação em algumas unidades.

De acordo com a empresa, e segundo informações da Reuters, o problema está ligado a uma interrupção em seu ambiente tecnológico baseado em soluções da Microsoft. A investigação interna ainda está em andamento para determinar a extensão total do ataque e seus impactos financeiros.

Apesar da gravidade da situação operacional, a Stryker afirmou que os serviços diretamente ligados ao atendimento de pacientes e os dispositivos médicos conectados utilizados em hospitais não foram afetados pelo incidente.

O ataque foi reivindicado por um grupo hacker chamado Handala, que afirma ter ligação com o Irã. Em uma mensagem divulgada após o incidente, o grupo disse que a ação seria uma retaliação a um bombardeio ocorrido em uma escola para meninas na cidade de Minab, no sul do Irã.

Contexto dos ataques

O episódio mencionado teria ocorrido no primeiro dia de ataques militares envolvendo Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. Segundo o embaixador do Irã nas Nações Unidas em Genebra, Ali Bahreini, o ataque teria causado a morte de cerca de 150 estudantes. A agência Reuters informou que não conseguiu verificar de forma independente esse número.

A Stryker revelou o incidente inicialmente em 11 de março, quando comunicou ao mercado que estava lidando com uma interrupção global em seus sistemas digitais. No dia seguinte, a companhia reconheceu que o problema já estava afetando diferentes áreas da operação.

Com cerca de 56 mil funcionários e presença em 61 países, a Stryker é uma das maiores fabricantes de tecnologia médica do mundo, fornecendo equipamentos utilizados em hospitais e centros cirúrgicos, incluindo sistemas de ortopedia, robótica cirúrgica e dispositivos para procedimentos minimamente invasivos.

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O episódio reforça a crescente preocupação do setor de saúde com ataques cibernéticos, especialmente em empresas que operam infraestruturas críticas e cadeias de suprimentos globais. Nos últimos anos, hospitais, fabricantes de equipamentos médicos e laboratórios farmacêuticos passaram a figurar entre os principais alvos de grupos hackers.

Especialistas em segurança digital alertam que ataques desse tipo podem causar efeitos em cascata nas cadeias de abastecimento da saúde, já que interrupções na produção ou na logística de equipamentos podem impactar hospitais e clínicas que dependem desses dispositivos para procedimentos médicos.

No caso da Stryker, a empresa ainda não divulgou quanto tempo as operações podem permanecer afetadas nem estimativas preliminares de prejuízo financeiro. A companhia informou apenas que suas equipes técnicas continuam trabalhando para restaurar os sistemas e entender a origem e a dimensão da invasão.

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