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Accenture promove CFT com Lucas Freitas

Na última sexta-feira (6), a sede da Accenture, em São Paulo, proporcionou a experiência de um campo de batalha digital com o Rapadura Hack Lab, um evento de capture the flag (CTF) que reuniu profissionais de segurança de grandes empresas para simular desafios reais de defesa e ataque cibernético.

A competição aconteceu em homenagem a um convidado especial, Lucas Freitas, o jovem brasiliense de apenas 12 anos que recentemente conquistou a medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Cibersegurança, na China.

Para a Accenture, o evento foi mais do que um treinamento; foi um chamado de atenção para a urgência da capacitação profissional no Brasil, como reforçou Fabio Gaspar, diretor associado de cibersegurança.

“Existe uma demanda muito grande por profissionais de cyber, o que valoriza o passe de quem está no mercado, mas escancara a necessidade de formarmos novos talentos”, destaca Gaspar.

Atualmente, o Brasil se destaca como o epicentro de ataques cibernéticos na América Latina, de acordo com o relatório de ameaças da Netscout. Isso gera ainda mais preocupação quanto à necessidade de preparo e de treinamentos como este, oferecido pela Accenture.

Leia mais: Cibercrime faz do Brasil um laboratório de ataques, alerta Netscout

IA generativa e o desafio “doce, mas não mole”

O nome do laboratório, Rapadura, carrega a identidade brasileira de seu criador, Renato Marinho, diretor do Accenture Cyber Labs na América Latina e natural do Ceará. A metáfora é direta e, segundo ele, “é doce, mas não é mole”, ou seja, é instigante de jogar, mas os desafios são complexos e exigem alta capacidade técnica.

Diferentemente de CTFs tradicionais, o Rapadura é o primeiro do Brasil a focar em inteligência artificial generativa (GenAI). Os participantes enfrentaram vulnerabilidades específicas de aplicações que utilizam IA.

“O Rapadura reproduz aplicações feitas com GenAI que possuem brechas. As pessoas aprendem na prática, explorando a falha, para garantir que não deixem essa mesma porta aberta em suas empresas”, declara Marinho.

A competição contou com a participação de 20 profissionais de diversos setores, incluindo empresas como Itaú, Claro, Assaí, Fleury, Dasa, Ultrapar e o Hospital Albert Einstein.

O resultado da gincana trouxe um destaque positivo para a representatividade feminina no setor. A equipe do Hospital Albert Einstein, que contava com as duas únicas mulheres participantes do CTF, venceu após manter a maior pontuação no ranking.

Roberta Robert, responsável pela segurança em IA do hospital, celebrou a vitória e ressaltou que valoriza mais o jogo e o treinamento do que a vitória em si.

Cibersegurança como habilitador de negócios

Gaspar também ressalta que a visão das empresas sobre segurança digital mudou.

“Hoje, os executivos veem a cibersegurança como um habilitador e menos como um centro de custo. O papel do CISO é ser parceiro para permitir que a empresa inove mais rápido e de forma segura”, afirma.

O diretor ainda explica que, embora tecnologias de defesa como zero trust sejam fundamentais, o elo mais fraco continua sendo o usuário, com mais de 90% dos ataques ainda baseados em roubo de credenciais e engenharia social.

“O Brasil se destaca negativamente como polo de ataques, mas isso valoriza o passe dos profissionais capacitados. Precisamos de jovens apaixonados e preparados como o Lucas para combater o cibercrime”, reforça.

Expansão e novos talentos

A trajetória de Lucas Freitas simboliza o futuro que a Accenture deseja fomentar. A empresa revelou planos de expandir o Rapadura Hack Lab não apenas para outros clientes globalmente, mas também para o ambiente acadêmico. “Nossa ideia é levar o Rapadura para universidades de tecnologia com o intuito de formar novos talentos”, afirma Marinho.

Segundo Marinho, a ideia é exportar a metodologia desenvolvida no Brasil para o mundo e reforçar o país como um polo de excelência técnica. O projeto, já exportado para eventos no Chile, busca preparar cada vez mais equipes técnicas para enfrentar a evolução do crime organizado digital.

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